Patrões oferecem 2% de aumento a sapateiros


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Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros: decisão deve demorar
Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros: decisão deve demorar
Os trabalhadores das indústrias de calçados de Franca rejeitaram ontem, por unanimidade, a contraproposta de reajuste salarial para a categoria feita pelo Sindifran (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca). Em assembléia no Sindicato dos Sapateiros, que contou com a participação de cerca de 110 funcionários, os empresários propuseram um aumento de 2% retroativo a fevereiro, mais 40 horas de participação nos ganhos das empresas e abono escolar anual de R$ 110. Com a reprovação da contraposta, permanecem indefinidas as negociações sobre o reajuste. Na quarta-feira, ocorrerá uma reunião entre representantes dos dois sindicatos no Ministério do Trabalho. Uma nova assembléia está marcada para a próxima quarta-feira, às 17h30, no Sindicato dos Sapateiros. Os trabalhadores pedem um reajuste de 15% no piso salarial da categoria, o que elevaria o valor de R$ 420 para R$ 570. Mas o presidente do Sindifran mantém posição irredutível. Considera “impraticável” a proposta de reajuste. “Reconhecemos as necessidades dos trabalhadores e gostaríamos de dar esse aumento, mas há fábricas sem condições de pagar o que eles querem”, argumenta. Por enquanto, os empregados das fábricas não falam em greve. “Continuaremos a negociar”, afirma Ribeiro. O presidente do Sindicato dos Sapateiros diz ainda que restam mais 11 itens da pauta de reivindicações dos trabalhadores a serem discutidos. Entre os quais, estão o fim das horas extras, a regularização do trabalho domiciliar (costura manual) e a sindicalização (o direito de os sindicatos entrarem nas empresas). “Pelo ritmo das discussões, dificilmente teremos uma decisão antes do Carnaval”, disse o presidente do sindicato, Paulo Afonso Ribeiro.

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