DIG prende acusados de executar irmãos a tiros


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Policial Militar caminha para embarcar no helicóptero da base de Bauru que sobrevoou a cidade durante todo o dia de ontem e participou da operação no Jardim Aeroporto: criminalidade motivou trabalho conjunto entre as polícias d
Policial Militar caminha para embarcar no helicóptero da base de Bauru que sobrevoou a cidade durante todo o dia de ontem e participou da operação no Jardim Aeroporto: criminalidade motivou trabalho conjunto entre as polícias d
Edson Arantes da Redação Um dos crimes de maior repercussão já ocorridos em Franca foi esclarecido ontem pelos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Após um complexo trabalho de apuração, os policiais conseguiram identificar e prender três pessoas acusadas de matar os irmãos Carlos Eduardo Oliveira Pires, 23, e Robson Francisco Pires, 20. A polícia ainda trabalha para apurar o grau de participação de cada um dos envolvidos e a real motivação do duplo homicídio. A hipótese de o crime ter sido encomendado ainda é investigada. Os irmãos foram executados com tiros na cabeça, na madrugada do dia 30 de dezembro de 2005, e tiveram os corpos jogados nas margens da Rodovia Rionegro e Solimões (Franca/Batatais), a três quilômetros da pista do aeroporto “Lund Pressoto”. O veículo Vectra em que estavam foi encontrado no dia seguinte, sem as rodas e o toca CDs. Foram justamente estes detalhes que possibilitaram à polícia chegar aos acusados. Após checar várias pistas e denúncias, os investigadores Sandro, Lucas e Aderson conseguiram localizar um Chevete circulando no Jardim Aeroporto com as referidas rodas. “Com a descoberta, chegamos a três moradores do bairro, todos envolvidos no crime”, disse Sandro, responsável direto pela elucidação do caso. Foram detidos um adolescente de 17 anos e os desocupados Daniel Ferreira de Souza, 18, e Jeferson Lourenço Campos, 20. Na noite de ontem, Jeferson confessou o crime e levou os policias ao lugar onde estava uma das armas utilizadas no assassinato. O trio deverá ser submetido a uma acareação para eliminar as dúvidas existentes sobre o duplo homicídio. “Os três estiveram no local do crime, mas apresentam versões diferentes para os fatos”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior, da DIG de Franca. DÚVIDAS O menor disse ao Comércio da Franca que eles renderam as vítimas perto de um posto de combustíveis, na saída de Franca para Restinga, com a finalidade apenas de roubar o carro. Como os próprios criminosos citaram seus nomes durante o assalto, um deles, temendo ser reconhecido, decidiu executar os irmãos para eliminar testemunhas. A versão não convenceu os policiais. “Também trabalhamos com a hipótese de ter havido um mandante para o crime. Temos a informação de que uma pessoa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) teria encomendado o assassinato. O suspeito também já está preso e trabalhamos para encontrar provas e assim poder incriminá-lo”, finalizou o delegado Wanir. O que poderia ter motivado uma eventual ordem para a execução não foi revelado pelo delegado.

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