O Jardim Aeroporto foi escolhido para receber uma varredura das polícias Civil e Militar na manhã de ontem por ser reduto de grande violência e esconderijo de perigosos marginais. A operação também será realizada em outros bairros tidos como problemáticos da cidade, como o Parque Vicente Leporace, a Vila São Sebastião e City Petrópolis, entre outros.
Ainda que o resultado não seja numericamente expressivo, a operação de ontem serviu para intimidar e, muito mais do que efetuar prisões e apreender produtos ilícitos, teve a finalidade de mostrar que a polícia está empenhada e aparelhada para conter ações criminosas. “Mostramos à população que as Polícias Civil e Militar estão unidas ao lado do cidadão de bem e trabalhando firme no combate ao crime”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior, que comandou os trabalhos.
Horas depois da operação, o helicóptero Águia 1 voltou à região do Aeroporto para uma missão especial: munidos de câmeras, policiais filmaram todo o bairro com a finalidade de mapeá-lo e identificar locais usados para práticas criminosas.
Pelo menos quatro supostos desmanches clandestinos de veículos foram localizados. Agora, na posse das imagens, a polícia realizará blitze nestes locais suspeitos. “Usaremos as informações disponíveis para conter ações criminosas na cidade, principalmente as ocorrências de furto de veículos, que muito tem nos preocupado”, disse o delegado Daniel Paulo Radaelli, chefe do setor de inteligência da Polícia Civil.
Pelo visto, a única falha da ação de ontem foi o nome dado à operação: “Bom dia Aeroporto”, algo que não combina com o objetivo da polícia, que era o de prender criminosos. “Alguém citou esta expressão por brincadeira e depois começaram a repeti-la. Na verdade, a operação não teve nome, não. Nem tivemos tempo para pensar nisto”, disse Radaelli.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.