Quatro das cinco companhias aéreas que operam no aeroporto de Ribeirão Preto, “Leite Lopes”, e cujos vôos com destino àquele local serão transferidos para outra cidade, devido à interdição para reformas entre junho e agosto, já se pronunciaram oficialmente em relação à escolha do município que receberá as aeronaves: Araraquara. Gol, Passaredo, BRA e Ocean Air preteriram Franca em razão da condição do asfalto da pista do aeroporto “Tenente Lund Presotto”. A informação é da assessoria de Imprensa do Daesp (Departamento Aeroviário de São Paulo).
Apenas a Tam, quinta companhia a operar em Ribeirão, não se pronunciou oficialmente. A assessoria de Imprensa da empresa informou que provavelmente na próxima segunda-feira revelará sua opção ao Daesp. Ainda de acordo com a assessoria, os critérios levados em conta para a decisão baseiam-se principalmente nas condições de segurança dos aeroportos. Caso a Tam opte por Franca, segundo o Daesp, não haverá nenhum impedimento para a divisão das operações do “Leite Lopes” entre o aeroporto de Araraquara e o “Tenente Lund Presotto”.
JUSTIFICATIVAS
Jair Evaristo, diretor técnico da BRA, explicou que no caso da companhia o que fundamentou a decisão de ir para Araraquara é o índice de compactação das duas pistas, determinante da capacidade de resistência ao peso das aeronaves. “Nós temos linhas com aviões com capacidade entre 150 e 170 passageiros. Isso representa um peso de 60 toneladas. Araraquara possui uma pista com compactação asfáltica de 40 PCNs contra 24 da de Franca”, disse. PCN é a medida da resistência do asfalto. Quanto maior o índice, mais resistente é a pista.
Apesar de não acreditar na grande diferença de compactação das pistas aapontada como justificativa de opção pela BRA, o comandante Aparecido Augusto Machado, com 49 anos de experiência em pilotagem aérea, decretou: “Se essa enorme diferença for real, nem mesmo a Tam virá”.
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