Assaltante mata vítima com disparo no rosto


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Melissa Toledo Corresponde em Batatais Ameaça, espancamento e tiro à queima-roupa. A violência não escolhe lugar, hora ou vítimas. Mário Ribeiro Ferraz, 54, é o último a perder a vida em razão da ação de assaltantes. Ele morreu ontem, em Ribeirão Preto, onde estava internado na unidade de emergência do Hospital das Clínicas desde a última sexta-feira, 10. Neste dia recebeu um tiro na cabeça durante o assalto a uma mercearia no Bairro São José, em Batatais. O latrocínio (roubo seguido de morte) assustou a população da pequena cidade. Tanto que o caso é considerado ponto de honra pela polícia. De acordo com o delegado do município, José Arnaldo Andreotti Júnior, uma equipe de três policiais trabalha exclusivamente para encontrar o assassino. Segundo as informações disponíveis, o crime aconteceu quando um homem ainda não identificado entrou no estabelecimento e, portando uma garrucha com dois canos, rendeu funcionários e clientes. Imediatamente ordenou que todos se deitassem no chão. De acordo com testemunhas, Ferraz, que tinha dificuldades para se movimentar devido a um problema físico em um dos joelhos, demorou a cumprir a ordem do assaltante e foi atingido por um tiro na cabeça. A bala entrou pela têmpora, próxima ao ouvido esquerdo, atravessou a cabeça e saiu perto do olho direito. Com o disparo, o bandido teria ficado nervoso e fugiu sem levar nada. O marginal foi descrito como sendo moreno, medindo cerca de 1,85 metro de altura, rosto e nariz finos, sem barba, e usava, no momento do assalto, uma calça jeans velha e um gorro listrado. No dia do crime, Ferraz foi imediatamente socorrido à Santa Casa de Batatais, onde deu entrada às 22 horas. Com a piora do seu estado de saúde, foi transferido 40 minutos depois ao HC de Ribeirão Preto. Ele permaneceu internado por cinco dias, não resistiu aos ferimentos e morreu. A violência dos bandidos contra as vítimas não é situação verificada somente em Batatais. Em dois dias, quatro pessoas ficaram feridas durante dois roubos ocorridos em Franca e região. A ocorrência que pode ser considerada mais grave aconteceu em Claraval (MG), onde um sitiante de 53 recebeu um tiro à queima-roupa no rosto. Em Franca, um homem foi espancado até entregar todo o dinheiro existente no estabelecimento comercial. Colaborou Rodolfo César

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