Ação Fiesp: muito discurso e nenhuma novidade


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O prefeito Sidnei Rocha, ao lado de Paulo Skaf (centro) e Wayner Machado (direita), permaneceu pouco tempo na Ação Fiesp
O prefeito Sidnei Rocha, ao lado de Paulo Skaf (centro) e Wayner Machado (direita), permaneceu pouco tempo na Ação Fiesp
Wildnei Teodoro da Redação “Prefiro reuniões em que faltam cadeiras”. Essa foi uma das primeiras frases de Paulo Skaf na reunião que abriu a 3ª Ação Fiesp, ontem, no Shelton Inn Hotel de Franca. Inicialmente, apenas alguns empresários poderiam participar da reunião, mas o acesso passou a ser irrestrito e faltaram assentos. O esforço de alguns para ouvir as discussões não foi premiado. Nenhuma medida de resultados efetivos foi anunciada. Análises macroeconômicas e questões já muito debatidas, como o câmbio, a tributação e a taxa de juros, dominaram as discussões. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) pareceu adivinhar que nenhuma grande novidade seria revelada durante a reunião de abertura. Sidnei deu as boas vindas “àqueles que representam a força motriz do Brasil”, os empresários paulistas, aguardou a apresentação virtual do Núcleo de Tecnologia e Design de Calçados e se retirou. “Tenho muitos papéis a assinar”, justificou. Seguiu seus passos o deputado estadual Roberto Engler, que teve presença discreta no evento e saiu “de fininho” logo depois de Sidnei. Ambos ficaram cerca de 20 minutos na reunião. PONTO ALTO O único projeto confirmado durante a Ação Fiesp foi a construção do Núcleo de Tecnologia e Design de Calçados em Franca. Conforme adiantou o Comércio da Franca ontem, até o fim de 2006, a obra será erguida ao lado do Senai-Franca. O investimento da Fiesp será de R$ 5 milhões para a construção de um prédio com cerca de 5 mil metros quadrados. Paulo Skaf disse que o Núcleo representará uma referência não só para Franca, mas para o Brasil. “Nós vamos construir um Núcleo moderníssimo com importância para o setor calçadista nacional” (leia mais ao lado). Após tecer breves comentários sobre a construção do centro, Skaf abriu espaço para que os empresários pudessem solicitar ações da Fiesp. Os assuntos mais debatidos foram o câmbio, tributação e taxa de juros. Em resposta às questões, o presidente da Federação colocou-se à disposição para tomar medidas em busca da resolução dos problemas. “Nada melhor do que ouvir das regiões suas reclamações características. Agora a gente vai mobilizar os departamentos da Fiesp e inúmeros parceiros para buscar soluções para os empresários que aqui estão”, disse Skaf sem adiantar, no entanto, nada que possa ter resultados práticos. Com o fim da reunião, o presidente da Fiesp passou a atender de maneira mais personalizada os empresários, em grupos de menor número. Enquanto isso, ocorreram fóruns de discussão e atendimento nos estandes da Fiesp e dos parceiros da Federação presentes na Ação.

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