O problema da falta d’água em conjuntos habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento e Habitação Urbana), do governo do Estado de São Paulo, não é exclusivo ao Jardim Parati. Segundo o diretor-superintendente da Prohab (Habitação Popular de Franca), Vanderlei Tristão, os moradores do conjunto localizado no Jardim Alvorada também passam, freqüentemente, por esse transtorno. “É uma situação recorrente em todos os edifícios onde o medidor é coletivo”, explica.
Situações como essas ocorrem porque, na maioria desses prédios, há somente um medidor de água para todo o edifício. Como a conta é rateada entre os condôminos, todos devem pagar sua parte, o que nem sempre acontece. Para que esse drama não atinja quem paga as contas sem atraso, a saída é a individualização dos hidrômetros. “Por isso, a partir de 2004, em todas as novas construções, os relógios têm sido instalados separadamente em cada apartamento”, disse Milton Vieira de Souza, gerente do escritório regional da CDHU, com sede em Ribeirão Preto.
Nos condomínios entregues antes dessa data, os hidrômetros individuais também podem ser colocados. Basta os moradores firmarem um acordo com a Sabesp. Foi o que aconteceu no Bloco 2C do conjunto do City Petrópolis. Com o medidor individual, instalado em 2004,a dona de casa Marli Loureiro de Almeida, 57, deixou de sofrer com a falta d’água. “Quando cheguei aqui há oito anos, o corte era constante”. Agora, além de evitar este dilema, Marli paga menos. Antes, gastava, em média, R$ 35 por mês com água. Na última conta, desembolsou apenas R$ 12. “Pago pelo que consumo”.
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