A rotina do “bixo” Tiago Rosa Careta, 21, não é freqüentar as aulas do curso de Administração, mas passar por consultas médicas. Isto porque o calouro foi vítima de um trote no começo desta semana e teve parte da cabeça e do pescoço queimados por um pó químico.
Ontem, o estudante, morador em Cristais Paulista, passou por um dermatologista em Franca. Segundo a mãe, Maria Luiza Careta, a médica não garantiu que não haverá seqüelas, mas também não preocupou os pais. “Nós achamos que não haverá grandes marcas. Estamos esperando novas consultas e exames”, disse ela. Hoje o jovem que corre o risco de ficar careca deve passar novamente pelo cirurgião plástico para nova análise. A Polícia Civil instaurou inquérito de lesão corporal intencional.
Na quinta-feira, o estudante Alysson de Souza Naves, 19, de São Sebastião do Paraíso (MG) e seu pai, Manoel Antônio Naves, 47, prestaram depoimentos na polícia. O jovem foi quem levou o permaganato de potássio, substância jogada por Bruna Durães, 18, em seu amigo Tiago, fornecido pelo próprio pai.
Paralelamente ao trabalho da Polícia Civil, a Universidade de Franca instaurou um processo administrativo para apurar a participação de alunos. O primeiro testemunho será do rapaz machucado, mas ele não compareceu ontem.
A assessoria de imprensa da Unifran informou que aguardará o tempo que for preciso para ouvi-lo. “Ele ainda não foi para a universidade, mas isso (o incidente) não vai impedir. Ele continuará estudando”, afirmou Maria Luiza.
Segundo a instituição, os alunos investigados pela polícia ainda não compareceram às aulas. (RC)
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