Moradores sofrem com água suja


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Na foto, tirada em novembro, o representante da Copasa, José Rita Teixeira, avalia a situação da água da represa Massaranduba, que abastece a cidade; uma chuva forte arrastou terra de uma plantação de milho para d
Na foto, tirada em novembro, o representante da Copasa, José Rita Teixeira, avalia a situação da água da represa Massaranduba, que abastece a cidade; uma chuva forte arrastou terra de uma plantação de milho para d
Moradores de Ibiraci (MG) continuam sofrendo com a qualidade da água que chega às torneiras. O líquido apresenta cor amarelada e gosto muito forte. O problema começou em novembro do ano passado depois que uma forte chuva arrastou grande parte da terra de uma plantação de milho para dentro da represa Massaranduba, que abastece a cidade. O acidente ecológico teria sido causado por um fazendeiro que plantou a cultura muito próxima à represa. As chuvas das últimas semanas só pioraram a situação da cidade. Por conta do problema, muitos moradores passaram a comprar água mineral. A população reclama que, além de pagar a conta de água fornecida pela Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), ainda tem gastos com água mineral adquirida para consumo próprio. A dona de casa Gilcéia Silva é uma das que afirmam não ter coragem de beber a água da torneira, nem mesmo passando pela filtragem. Segundo ela, ao filtrar a água em um pano chega a se formar uma crosta. Na residência de Gilcéia, a água da torneira só é usada para lavar roupa e limpar a casa. Outro que reclama é o comerciante João Reis Ferreira. “Como mexo com bar, tenho que comprar água, do contrário perco todos os meus clientes”, disse ele. Por conta disso, os gastos do comerciante aumentaram. Para a Copasa, Ferreira paga, em média, R$ 15 mensais e passou a gastar R$ 30, por mês, para comprar água mineral. “Estamos todos revoltados com isso. Não deixamos de pagar a empresa, que não reduziu o preço da taxa, mas a qualidade da água não melhorou. O gosto está péssimo, simplesmente não dá para beber”, disse. Quem está comemorando é a comerciante Zilda da Silva Peixoto. Antes ela vendia apenas garrafinhas de água mineral; depois do acidente, passou a comercializar galões de 20 litros. “Estou vendendo, em média, 30 galões por semana por R$ 4,50”, disse ela. Mas a comerciante também aumentou os gastos em casa. Segundo ela, por mês, são consumidos seis galões de 20 litros em sua residência. “Só não compra quem realmente não tem condições de ter esse gasto extra. A população está revoltada”.

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