Capivara deixa córrego e se muda para casa do Centro


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Típica da zona rural e de ambientes pantanosos, uma capivara (nome em tupi-guarani que significa comedor de capim) foi encontrada ontem no quintal de uma casa no Centro de Franca. O mamífero, cuja pelagem é escassa e grosseira, ganhou o interior da residência da dona de casa Gilda Marques, 64, no cruzamento das Ruas General Osório com Homero Pacheco Alves, ao pular por um buraco existente no muro em razão de uma construção na área. O visitante, também conhecido como o maior roedor do mundo, chegou cedo ao local e apesar do aspecto silvestre não causou pavor. “Nem mesmo o meu cachorro percebeu. Precisou do meu vizinho avisar do animal no quintal”, disse Gilda. Segundo a dona de casa, a capivara estava deitada e demonstrava cansaço. “De início estranhei, mas ela estava calma, não fez sujeira e também não destruiu nada”. Uma equipe do Corpo de Bombeiros compareceu ao local e com o uso de uma armadilha capturou o animal. O resgate transcorreu de forma tranqüila e a capivara não mostrou qualquer resistência. Levada para a corporação, a capivara será encaminhada para uma mata da região. “Com certeza ela chegou à residência através do córrego da Avenida Hélio Palermo. Faminta, achou que ali pudesse encontrar comida”, disse o soldado César. Não se sabe se ela faz parte das que habitam as proximidades da represa do Castelinho. As chuvas dos últimos dias também devem ter colaborado para o aparecimento do bicho. Segundo o bombeiro, ocorrências que envolvem captura de animais têm se tornado cada vez mais freqüentes. Cobras, macacos, tamanduás, gambás, maritacas e ouriços são os mais comuns.

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