Mulher foi acusada de aborto em 1969


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Dona Fia foi tida pela polícia local como uma verdadeira especialista em interromper gestações. Sua fama já ultrapassou Franca há muito. Segundo a Polícia Civil, a mulher respondeu a quatro processos por provocar aborto, o primeiro deles no longínquo 1969. Em 1978, foi condenada pelo crime, mas, beneficiada por sursis, teve a pena suspensa e não foi presa. Há 12 anos, foi acusada de interromper a gestação de uma jovem moradora de Ribeirão Corrente. Também já respondeu a processo por lesão corporal. Apesar do currículo, sempre conseguiu se livrar da cadeia. A delegada Graciela Ambrosio pretende juntar provas e concluir o inquérito o mais rápido possível para remeter o caso para apreciação da Justiça. “Ao fim do processo, deverei representar por sua prisão. Ela passa uma imagem de coitada, mas é uma criminosa fria. Sabe muito bem que está matando e não se importa”. O número de abortos que ela realizou é desconhecido, mas pode chegar às centenas. Seus métodos são de alto risco e nada confiáveis. Como sua “clínica clandestina” só veio à tona ontem, a polícia levantou poucos detalhes dos procedimentos adotados. Na ocorrência envolvendo a adolescente de 13 anos, a técnica usada pela “especialista” para provocar o aborto beira o absurdo. “Ela introduziu uma sonda (comprada em uma farmácia) com um arame na menina, sem a menor cautela e responsabilidade. O objeto ficou no organismo da garota por uma semana”, contou a delegada Graciela Ambrosio, da DDM de Franca. A polícia ainda não sabe como é a referida sonda e nem onde ela foi adquirida. Sabe-se que o namorada da garota é quem a comprou. Ele será ouvido pela delegada nos próximos dias e ainda poderá ser indiciado por estupro. Isso em razão da menina ter idade inferior a 14 anos.

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