Asfalto do aeroporto de Franca é entrave para empresas aéreas


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Imagem de arquivo mostra a pista do Aeroporto “Lund Pressoto”, de Franca: qualidade do asfalto do local pode fazer com que companhias prefiram aeroporto de Araraquara
Imagem de arquivo mostra a pista do Aeroporto “Lund Pressoto”, de Franca: qualidade do asfalto do local pode fazer com que companhias prefiram aeroporto de Araraquara
Lisiane Marques da Redação Mais uma vez, o asfalto de Franca. A compactação asfáltica do Aeroporto “Tenente Lund Pressoto”, no município, poderá ser o fator decisivo para que as companhias aéreas que operam no Aeroporto “Leite Lopes”, em Ribeirão Preto, escolham o “Bartolomeu de Gusmão”, em Araraquara. Pelo menos esta foi a indicação da Gol e BRA. O “Leite Lopes” passará por reformas, motivo pelo qual seus vôos terão de ser transferidos para uma das duas cidades. Durante a vistoria da comissão das companhias aéreas nos aeroportos, ficou acordado que todas enviariam até ontem, um relatório ao Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) apontando a preferência de cada uma. A Gol foi a única a confirmar sua decisão. “A empresa pediu para operar em Araraquara. O aeroporto de Franca foi descartado por causa do piso da pista, que não tem capacidade de peso dos aviões”, disse Sérgio Quito, piloto responsável pela área de segurança de vôos da Gol. Ainda de acordo com ele, as aeronaves precisariam estar mais leves e, para isso, a saída seria diminuir o número de passageiros. “Comercialmente falando, isso não é bom para nenhuma empresa”, disse Quito. Os diretores da BRA estiveram reunidos durante toda a tarde de ontem para discutir a questão. Apesar de ainda não terem uma decisão formalizada, a tendência será a escolha de Araraquara por causa dos mesmos problemas apontados pela Gol. “Em termos de distância, Franca é até mais perto, tem uma boa acomodação para os passageiros e a pista é maior cerca de 200 metros, mas a compactação é menor, o pavimento de Araraquara é mais duro, comporta melhor os nossos aviões”, disse Jair Evaristo, diretor técnico da empresa, que opera com Boing 737-300, cuja capacidade é de 148 passageiros. Nenhum dos dois entrevistados soube precisar com quantos passageiros a menos teriam que operar caso escolhessem Franca. Já a Passaredo, outra empresa que opera em Ribeirão Preto, quer continuar a atuar no “Leite Lopes”. Marcelo Gomes Salgado, da área de marketing da companhia, não soube dizer se o ofício pedindo a autorização para a empresa ficar em Ribeirão foi entregue ao órgão competente da Infraero, mas confirmou que há essa intenção. “Nossos aviões são o Brasília 120, de 30 lugares. Podemos, perfeitamente, utilizar a pista de táxi, que é secundária mas suficiente para essa aeronave”. A assessoria de imprensa da Tam disse que a empresa ainda não tomou nenhuma decisão e também não deu pistas sobre a preferência da companhia, que pode escolher Franca mesmo que as demais prefiram Araraquara. Segundo Eduardo Ferreira de Toledo, diretor de aeroportos do Daesp, cada companhia operará onde for melhor para ela. “O que cada uma apontar mais fácil, mais viável economicamente falando, será atendido. Nossa obrigação é dar infra-estrutura”, disse. A TAM deverá encaminhar um relatório para o Daesp ainda nesta semana. A reportagem do Comércio ligou várias vezes para o escritório da Ocean Air, em Ribeirão Preto, a quinta companhia aérea que atua em Ribeirão, mas não conseguiu falar porque o telefone estava sempre ocupado.

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