O pró-reitor Comunitário e de Apoio ao Estudante da Unifran, Nilton Colmanetti, afirmou que a Instituição condena o trote violento realizado por parte de seus alunos. Disse que a investigação do caso será de competência da Polícia Civil, mas que abrirá um procedimento administrativo para apurar responsabilidades e analisar se existe uma medida disciplinar a ser tomada. De atribuição do reitor, as punições administrativas vão desde uma simples advertência verbal até a expulsão, nos casos mais graves. “Não podemos adiantar julgamentos, pois sequer sabemos quem são os responsáveis. A apuração interna não tem um prazo de conclusão estipulado, mas garanto que acontecerá no menor tempo possível. Todas as pessoas que puderem trazer uma informação útil serão convidadas a depor”.
Colmanetti afirmou que a Unifran repudia o exagero nos trotes e vem tomando medidas ao longo dos anos para acolher com respeito e segurança todos os seus alunos. “Temos um campus de 200 mil metros quadrados e cerca de 6 mil alunos por noite e se torna impossível cobrir tudo. A Unifran condena a violência e sugere aos alunos que repensem suas atitudes. A agressão física não é o caminho civilizado de acolher alguém”. Durante depoimento na delegacia, a universitária Bruna disse que recebeu a substância química de um veterano residente em São Sebastião do Paraíso (MG).
Na manhã de ontem, o pró-reitor foi ao hospital visitar Tiago Rosa e colocou a universidade à disposição de sua família. O estudante não terá prejuízo acadêmico e as faltas que tiver enquanto se recupera serão abonadas. Sobre as acusações de alunos da Unifran terem pichado e tentado tombar quatro ônibus da empresa São José, Nilton Colmanetti disse não ter recebido nenhum comunicado oficial a respeito.
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