Os números, tanto quanto a origem e destino das pedras, são imprecisos. Entre escritórios, oficinas de lapidação e os comerciantes no centro de Franca que fazem seus negócios de forma mais mambembe, a estimativa é que o comércio de pedras movimente alguns milhões de reais por mês. Aonde vai esse dinheiro é o que, talvez, a Polícia Federal gostaria de descobrir.
Empresários e comerciantes de pedras de Franca são proprietários ou sócios de áreas de extração em Minas Gerais, mas há os que, com menos freqüência, buscam e levam pedras para países africanos, na maior parte das vezes para a África do Sul, um dos pontos preferenciais para os negócios com compradores da Europa e do Oriente Médio.
Sobre pequenos valores, como algumas pedras vendidas por até R$ 10 mil nos bancos da Praça Barão, a aplicação é direta na compra de veículos, barcos, imóveis ou outros tipos de bens.
Valores maiores, quando negociados com compradores internacionais, são “lavados” em esquemas que envolvem até guias do DNPM e agenciadores de garimpos regionais ou de Rondônia, mais precisamente em Cacoal.
Os diamantes negociados sem a nota ou guia de extração vão direto para o bolso dos compradores sem que um centavo sequer seja declarado à Receita Federal ou recolha os impostos devidos.
Desde ontem, por determinação do ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, as exportações legais de diamantes estão suspensas temporariamente.
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