Garota está grávida de oito meses e é virgem


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A gravidez da adolescente é marcada por uma situação incomum: ela continua virgem. Essa fato foi apontado em exame realizado pela Polícia Científica. Além disso, o primeiro exame de gravidez realizado por meio da urina deu resultado negativo. Como contraprova, a delegada Graciela David Ambrosio pediu um novo teste, feito a partir do sangue e em uma clínica particular. O resultado saiu no dia 29 de agosto com a confirmação do que a adolescente já sentia há semanas. Dando positivo, a delegada manteve a investigação por tentativa de estupro. Médicos consultados pelo Comércio, na época da denúncia, informaram que é possível acontecer a fecundação como aparenta ser o caso da jovem. Na primeira hipótese, o sêmen pode cair próximo ao órgão genital feminino e chegar ao óvulo. A outra situação é possível se ela possuir um hímen complacente, ou seja, que tenha maior resistência, capaz de não se romper durante o ato sexual. A menina nega ter mantido relações sexuais. Para a delegada Graciela Ambrosio, os depoimentos e a atitude do auxiliar de pastor, que desapareceu desde o dia da denúncia do caso, reforçam a tese de que houve violência contra a menina. A família da adolescente concedeu entrevista à reportagem ontem. A mãe, uma doméstica freqüentadora da igreja durante cinco anos, cuida dos dois filhos, a jovem de 13 anos e uma criança de 3 anos, com a pensão de dois ex-maridos. Ela não revelou valores. Desde outubro do ano passado perdeu o emprego como doméstica e ainda não conseguiu outro. A gravidez da filha precipitou sua separação. Seu segundo marido não aceitou a gravidez prematura da enteada. Atualmente ela mora em uma casa simples, de dois cômodos, alugada por uma irmã. “Ele (o auxiliar de pastor) destruiu a vida dela (filha), minha e desse menino (referindo-se ao filho que segurava no colo)”, disse a mulher. A adolescente está na 8ª série e continua estudando, mesmo no oitavo mês de gestação.

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