Lisiane Marques
da Redação
Hoje faz apenas um dia que o cabo Moisés Radaelli está fora do serviço na Força Tática da Polícia Militar de Franca. Tempo mais que suficiente para que ele não contenha as lágrimas de saudade de sua “antiga” atividade. Atividade esta que o fez se destacar entre os vários profissionais que já tiveram sua mesma patente e até superiores. “Não tenho vergonha dos meus sentimentos, me emociono mesmo quando penso que saí”, desculpa-se.
Homem simples, de voz calma e sensibilidade ímpar, Radaeli sempre teve em mente que sua maior arma, no dia-a-dia, era a palavra. “O diálogo vem sempre acima de tudo. Dele, resulta a confiança das pessoas, fator essencial para a atividade de qualquer policial”, disse. Quem já teve a oportunidade de acompanhar seu trabalho pode afirmar, sem sombra de dúvidas, que Radaelli tem uma postura diferenciada. “Acho importante conversar. Quando faço a prisão da pessoa acho que ela tem que estar consciente de que ela mesma procurou aquela situação. Eu converso com a pessoa. Não acho certo a agressão pura e simples”, disse.
Integrante da PM desde os 20 anos (ele tem 48), o que o fez se apaixonar pela profissão foi o fato de poder ajudar as pessoas. “Principalmente as mais necessitadas, carentes”, costuma não só dizer como fazer.
A Força Tática, grupamento o qual integrava, trabalha só com ocorrências de maior gravidade, exigindo equilíbrio do profissional nos vários momentos de estresse pelos quais passa. Convivendo tão perto da violência, Radaelli conseguiu manter-se sereno e sensível, características que, com certeza, o ajudaram a se destacar em sua atividade. E a deixar saudades não só em seus companheiros, mas em toda a comunidade francana.
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