Voçorocas podem engolir City Petrópolis


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Wildnei Teodoro da Redação Extremo norte de Franca. Bairro City Petrópolis. 13 mil moradores. Com duas voçorocas - uma entre as maiores da cidade - e mais seis áreas de risco, o local pode entrar para a história. Cratera abaixo, literalmente. Cada morador que transita pela Rua Érico Veríssimo no sentido Miramontes-City Petrópolis passa ao lado de uma das maiores voçorocas da cidade. E o cerco de buracos não pára por aí. Além da cratera localizada ao lado da rotatória para a qual confluem as avenidas São Pedro e Coelho Neto e a Rua Érico Veríssimo, o City Petrópolis abriga mais um buraco nos fundos do bairro. Ainda é pouco: levantamento da Secretaria de Serviços e Meio-Ambiente de Franca indica que mais seis locais da região apresentam risco iminente de transformarem-se em voçorocas. A cratera da entrada do bairro é a mais profunda de Franca. A população do City Petrópolis tem mesmo com o que se preocupar. Se as erosões evoluírem mais, não só o acesso à região pode ser comprometido, como também as propriedades e os imóveis do local. Moradores que a têm como incômoda vizinha disseram que suas proporções não param de aumentar. Mesmo com ações de contenção da prefeitura, o buraco no fundo do bairro, apesar de menor, também oferece perigo. E, caso cada uma das seis áreas de risco se transforme em voçoroca, já serão oito as encontradas no bairro. TODA A CIDADE As voçorocas não são problemas exclusivos do City Petrópolis. A Secretaria aponta ainda mais 19 áreas em outros 14 bairros de Franca com o mesmo perfil de risco das seis do City Petrópolis. São pontos propícios para o aparecimento de novas crateras devido a problemas com galerias pluvias. “O levantamento possui 25 pontos em que a erosão precisa ser prevenida. Começaremos pelos locais críticos-emergenciais. O City Petrópolis é um deles”, disse Ismar Rodrigues Tavares, diretor da Divisão de Serviços Municipais. O número de pontos de risco a que Ismar se refere foi alterado para 24. O localizado no Jardim Palestina passou de preocupação a problema concreto no último dia 9 de fevereiro, quando as chuvas abriram a mais nova cratera da cidade. Por meio do levantamento concluído na semana passada, a prefeitura organizará uma espécie de operação anti-voçoroca. Serão necessários R$ 400 mil para que todos os pontos de risco possam ser corrigidos. Valor pequeno se comparado aos cerca de R$ 10 milhões de reais que teriam que ser gastos para resolver o problema das 45 voçorocas (17 em área urbana e 28 em área rural) já existentes na cidade. Ismar Rodrigues Tavares diz que não sabe quanto das obras da operação preventiva poderá ser feito de imediato. Segundo ele, está havendo um levantamento dos recursos de que a prefeitura dispõe. O restante da verba necessária será solicitado aos governos estadual e federal.

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