Relatório apontava gravidade da erosão no local há 11 anos


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“O município de Franca é considerado um dos mais críticos do Estado em relação aos processos erosivos, principalmente pela presença de voçorocas de grande porte nas áreas urbana e periurbana”. A citação é da frase que abre relatório produzido pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo sobre Franca, em 1995. Traduzindo para o Português claro: Franca é uma das cidades mais esburacadas do Estado. No corpo do relatório encontramos a explicação para a grave situação. O solo de Franca não possui “forte adensamento”, ou seja, é propício a erosões. O IPT aponta a rápida expansão dos últimos anos como grande aliada desse fator na justificativa para o aparecimento de tantas voçorocas na cidade. O crescimento de Franca, muitas vezes não planejado, também explica dados do levantamento realizado pela Secretaria de Serviços Municipais e Meio Ambiente finalizado em janeiro deste ano. Os pontos de risco apontados pelo relatório municipal estão vinculados a lançamento de águas pluvias diretamente no solo, o que propicia o aparecimento de voçorocas. É o que diz Célio Bertelli, gerente de serviços de Gestão Ambiental da prefeitura. “O solo arenoso de Franca se desgasta facilmente. O levantamento servirá para impedir que as galerias facilitem ainda mais esse desgaste”. A interrupção do processo será feita por meio da construção de terminais dissipadores. Sem esses terminais, a água que sai das galerias pluviais com muita força atinge o solo diretamente. Esse impacto é agente importante nos processos de erosão.

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