Edson Arantes
da Redação
A tragédia de sábado em que duas pessoas perderam a vida na serra de Rifaina reacendeu as discussões sobre a curva da morte e a falta de empenho do Estado em prevenir novos acidentes no perigoso trecho da Rodovia Cândido Portinari. Apesar do elevado número de vítimas fatais - cerca de 80 - e dos protestos da sociedade, não há a menor perspectiva de investimento público para corrigir o local.
O prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço (PMDB), viajou ontem para São Paulo e levou na bagagem exemplar do Comércio da Franca com reportagem sobre o grave acidente de sábado. Por intermédio do deputado Gilson de Souza (PFL), agendou audiência com o secretário de Transportes, Dario Lopes, para cobrar uma posição do governo. “A situação não pode continuar como está. O Estado precisa fazer alguma coisa o mais rápido possível. Até quando continuaremos a ver pessoas morrendo na curva sem que os responsáveis tomem providências?”, indaga.
O deputado Gilson de Souza acompanhará o prefeito na audiência e reforçará pedidos de liberação de verbas para a realização de melhorias na curva da morte. “Essa é uma preocupação que me acompanha desde que assumi uma vaga na Assembléia Legislativa. No fim do ano passado, inseri uma emenda no orçamento do Estado prevendo a liberação de R$ 3,5 milhões para investimentos naquele trecho da rodovia. Espero que o pedido seja atendido”. A proposta deve ser votada a partir desta semana.
A reportagem tentou ouvir o secretário de Transportes ontem à tarde, mas ele não foi encontrado em seu gabinete. Por meio da assessoria de Imprensa, disse que o Estado reforçou a sinalização e implantou dispositivos de redução de velocidade no local. Repetiu que existem estudos para a realização de obras no trecho, mas sem previsão de datas. “Aguardamos a votação do orçamento na Assembléia do Estado”.
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