Há três anos, curva matou 20 universitários


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Em maio de 2002, no mesmo local onde duas pessoas morreram neste sábado, um acidente de grande proporções fez 20 vítimas fatais. Um ônibus da empresa Sacratur, de Sacramento (MG), voltava para a cidade com universitários, perdeu o controle na “curva da morte” e caiu ribanceira abaixo. O ônibus transportava mais de 30 estudantes, a maioria universitários da Unifran. Segundo a investigação da Polícia Civil de Rifaina, o veículo estaria em alta velocidade e um problema no sistema de freios causou o acidente. O motorista também morreu. O número de vítimas comoveu o País, com mobilização do Governo do Estado para que o perigoso trecho da Rodovia Cândido Portinari sofresse alterações. O então governador do Estado de Minas Gerais, Itamar Franco, esteve no velório das vítimas, em Sacramento, e pediu providências. Familiares dos mortos e a sociedade em geral realizaram vários protestos e cobraram providências por parte das autoridades no sentido de resolver o problema. Estudos realizados pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) resultaram em duas propostas para acabar com a curva da morte: a construção de um viaduto interligando, em linha reta, as pistas e acabando com a curva. O orçamento da obra era de aproximadamente R$ 10 milhões. A outra solução era a desapropriação de uma área para o rebaixamento da rodovia e a colocação de caixas de britas com dez metros de largura de cada lado da via. Passaram-se mais de três anos e as promessas e reuniões não resultaram em nenhuma solução. Quando esteve em Franca no ano passado, o secretário estadual de Transportes, Dario Lopes, disse que solucionar o problema da curva da morte até o fim de seu mandato seria uma meta do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

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