Tensão de vestibular tomou conta do concurso


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A manhã cinzenta e de garoa fina no primeiro dia de provas do concurso municipal de Franca mais fazia parecer um vestibular para alguma universidade federal. A aflição era nítida dentro e fora das instituições que sediaram o exame. Na Escola Estadual “Otávio Martins”, na Vila Chico Júlio, os candidatos para o cargo de procurador municipal chegaram antes das 7h30; minutos depois o portão foi aberto e apenas uma pessoa chegou após o horário permitido. Nervosa, ela preferiu não falar com a reportagem. Após conferir o nome na lista e a respectiva sala, os inscritos se dirigiram para o interior dos prédios. Em mãos, caneta, lápis, borracha, o RG e para os mais preparados, água, suco e barras de cereal. O advogado Marcos Fidelis, 33, apesar de se dizer tranqüilo, aproveitou os últimos minutos antes do teste para conferir o código penal. “Estudei sozinho de acordo com o que foi solicitado para o edital, agora estou repassando alguns assuntos”, disse. Os amigos Camila Ferreira da Silva, 25, e Flávio Henrique Levy, 25, viajaram de Campinas para Franca à procura da estabilidade. Concurseiros de plantão, souberam da oportunidade na cidade através de um site especializado em concursos. “Fizemos a inscrição pela internet e viemos atrás da sorte. Apesar do nervoso, me considero preparada”, afirmou Camila. Mesmo fora da lista de inscritos, a ansiedade de Vanessa Justino também era notória. Com uma garrafa de água mineral nas mãos, a médica de Ribeirão Preto fazia companhia para o conterrâneo, o advogado Valter de Paula. Os dois aguardavam a saída de familiares, ela do irmão e ele da filha, em uma lanchonete defronte da Escola “Otávio Martins”. Para eles, a torcida é importante e transmite confiança e força ao aspirante a um cargo público. “Tenho três filhos e sempre os acompanhei nos vestibulares e agora nos concursos. Faz parte da profissão de pai”, disse Valter. Já Vanessa era a primeira vez que acompanhava o irmão, que mora em Uberlândia-MG. “Não sei quem estava mais aflito no caminho de Ribeirão até Franca, mas caso ele não consiga passar, vale a pena pela experiência ganha”, afirmou.

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