Paulo Godoy
da Redação
O corpo do pedreiro Aristeu Vicente Rocha, 60, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Santo Agostinho, em Franca. Rocha morreu na sexta-feira, 10, soterrado por um deslizamento de terra em obra da prefeitura dentro do Colégio Champagnat. No acidente, ficaram feridos outros dois trabalhadores.
Ao todo, sete operários abriam uma vala para a construção de uma rede de galerias no terreno do Champagnat. A obra, segundo Alexandre Godoy, presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), era emergencial e tinha como objetivo corrigir problemas de infiltração pela água das chuvas no complexo do colégio, que estaria contribuindo para o afundamento da estrutura de parte do prédio.
Na sexta-feira de manhã, após abrirem um buraco de, aproximadamente, seis metros de comprimento por três de altura e um metro e meio de largura, os operários colocavam as manilhas que formarão a galeria, que terá mais de 100 metros de extensão.
A terra retirada do local por uma retroescavadeira da Emdef era colocada à beira do buraco. O peso do material acumulado sob uma fina camada de asfalto no pátio do Champagnat e a pouca compactação do solo naquela região, podem ter feito com que a margem despencasse com pelo menos quatro metros cúbicos de terra e tijolos sobre Aristeu Vicente Rocha, 60, Osmar Rodrigues Pereira, 45, e Robson Ferreira Santos, 20. Apesar da rápida ação do Corpo de Bombeiros, que chegou ao local em poucos minutos, Rocha morreu uma hora depois, por parada respiratória.
Os outros dois ficaram sob observação médica, mas foram liberados no mesmo dia. Osmar Rodrigues fraturou a clavícula e Robson Santos sofreu ferimentos leves.
COMOÇÃO
Dezenas de pessoas compareceram ao enterro de Aristeu Rocha na tarde de sábado. Rocha era diácono da Igreja Assembléia de Deus e um de seus mais atuantes membros em Franca. Ninguém no velório do mestre de obras soube dizer se a Prefeitura de Franca enviou representantes. O prefeito Sidnei Franco da Rocha também não compareceu ao velório. A empresa FFC Engenharia e Construções, contratada para abrir a galeria, teria pago as despesas do funeral, segundo um parente da vítima.
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