A fiscalização da Prefeitura de Franca na obra que acabou na morte no Colégio Champagnat era obrigatória.
A administração contratou a Emdef para realizar as obras. Sem pessoal suficiente, a empresa terceirizou o serviço para a FCC Enfenharia e Construções que, por sua vez, contratou o pedreiro Aristeu Rocha para fazer as galerias no colégio.
Apesar do número de contratações indiretas, era obrigação da prefeitura verificar se a obra estava regular. Desde a segurança dos trabalhadores aos contratos firmados entre as empresas. Além disso, o próprio modo como foram feitos os contratos é questionável.
Apenas o laudo pericial da polícia poderá indicar se houve falhas no planejamento de abertura da vala para a construção da galeria. Um coisa, no entanto, é certa: os trabalhadores acidentados, parte de um grupo de sete operários que trabalhava no momento do deslizamento, não tinham registro profissional. Os equipamentos de proteção individual resumiam-se aos bonés e chapéus de palha que usavam.
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