Comando se cala, diretor da cadeia fala em ‘reserva’


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A situação de risco a que estão sendo submetidos os presos e carcereiros da cadeia do Jardim Guanabara parece não sensibilizar as autoridades. A reportagem do Comércio da Franca tentou obter explicações junto ao delegado seccional, Maury de Camargo Segui, mas ele não atendeu a nenhuma das ligações. O primeiro telefonema ao seu gabinete aconteceu às 15h30. “Ele está reunido na DIG. Anotarei seu recado”, disse a secretária de nome Kely. Um hora depois, nova tentativa de contato. “O doutor teve que ir ao 5º DP”, informou a atendente. Às17h45, nova ligação. “Ele ainda não voltou para a delegacia. Seu recado está na mesa dele”. Até o fechamento desta edição, o seccional não retornou. Diante do silêncio do chefe da Polícia Civil em Franca, o Comércio entrou em contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública) e solicitou uma entrevista com o secretário Saulo de Castro Abreu Filho. A assessoria de imprensa do órgão pediu que fosse enviado um e-mail com as fotos (neste intervalo, integrantes da SSP ligaram para o delegado seccional e cobraram uma explicação). Uma hora depois, a assessora, Carolina, da Secretaria de Segurança Pública, num claro sinal de que o comando da Polícia Civil estaria fugindo da responsabilidade, telefonou para o jornal e disse que somente o delegado Alan Bazalha Lopes, diretor da cadeia do Jardim Guanabara, falaria sobre o assunto. “Foi um caso excepcional, em que os veículos saíram durante a madrugada. Como seria feito um trajeto novo e para evitar paradas, foi enviada uma reserva tática de combustível. O correto seria evitar, mas não tivemos outra alternativa em função da situação de gravidade da cadeia”, disse Bazalha. Os presos foram levados para as penitenciárias de Pracinha, Flórida Paulista, Pirajuí e Dracena, cujas vias de acesso possuem dezenas de postos de combustível.

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