‘Bonde’ leva 16 condenados a penitenciárias do Estado


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Problemas de transporte à parte, ao contrário do que normalmente ocorre, a madrugada de ontem foi agitada no Jardim Guanabara. Por volta das 3 horas, carcereiros da cadeia local estiveram nas celas com uma lista na mão e fizeram uma espécie de chamada. Estavam convocando os 16 presos que seriam transferidos em instantes para penitenciárias do Estado. Pegaram o chamado “bonde” assassinos e assaltantes já condenados e cujas penas oscilam entre seis e 15 anos de prisão. Entre eles, estava Eurípedes Barcelos, o “Euripão”, que participou do assassinato do ex-prefeito de Igarapava, Gilberto Soares dos Santos, o “Giriri”. Também mudou de cadeia um detento cego (ele cumpre pena por roubo e teria perdido a visão na cadeia). Apesar das pesadas condenações, os presos transferidos não são considerados agitadores e foram escolhidos pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) por meio de uma lista com 50 nomes enviada pela polícia de Franca. Um a um, os detentos foram entrando algemados num caminhão especialmente adaptado para o transporte de presos. Levaram apenas uma pequena bagagem de mão. Para que não articulassem algum tipo de resgate, não foram informados do destino que tomariam. A transferência é resultado de medidas emergenciais determinadas pelo juiz José Rodrigues Arimatéa para aliviar a situação de superlotação do presídio. Segundo o delegado Alan Bazalha Lopes, outros “bondes” deixarão a cidade na próxima semana. Mesmo com a transferência de ontem, a cadeia local abriga hoje mais de 480 homens. SEIS POR MEIA DÚZIA A remoção dos presos para penitenciárias não traz muitos resultados práticos e parece apenas repor vagas na cadeia local: prisões de novos criminosos ocorrem na mesma proporção em que os já condenados deixam o presídio. Somente nesta semana, já foram presos mais de dez criminosos em Franca. Outra determinação do juiz Arimatéa, baixada no começo da semana, de transferência imediata dos 65 presos de Batatais recolhidos em Franca, ainda não foi cumprida pelo comando da Polícia Civil local. A alegação é que o cumprimento depende de estudo prévio, pois nenhuma cadeia da região tem condições de abrigar esse número de detentos.

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