Motorista conhecia doméstica morta na Estação


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A doméstica Edinamar da Silva, 37, morta depois de ter sido atropelada na Rua General Carneiro anteontem, foi sepultada ontem. Familiares e amigos foram ao Cemitério Santo Agostinho, por volta das 13 horas, para se despedirem da vítima de mais um acidente de trânsito ocorrido em Franca. A surpresa veio pela revelação de que o mecânico Belchior Hermenegildo Alves, 59, motorista da caminhonete que a atropelou e matou é conhecido do marido da vítima. “A mulher dele foi no velório e meu pai a reconheceu. Eles são colegas e iam pescar juntos há um tempo”, disse a filha Pâmela Cristina da Silva, 18. A filha mais nova da doméstica falou que não viu a chegada da colega de seu pai. “Não cheguei a vê-la, mas meu pai contou quem era ela”. Questionada se eles pretendiam acionar o mecânico na Justiça, a jovem ressaltou que a família não teve tempo sequer “para pensar nisso”. Segundo o filho de Edinamar, Rodrigo Henrique da Silva, 20, a mãe sempre fazia o mesmo caminho há oito anos e era cuidadosa com o trânsito. “É triste ouvirmos que ela foi atropelada na calçada”, disse o rapaz anteontem. O mecânico, em entrevista exclusiva ao Comércio da Franca, anteontem, explicou que se assustou com um veículo, um ônibus ou caminhão, que passou à sua esquerda e ao jogar o veículo para o lado contrário perdeu o controle da caminhonete. “Não lembro que carro passou perto de mim. Quando eu subi na calçada levei um susto”. Ele, que sofre de problemas cardíacos, sofreu ferimentos leves. A D-20 que ele dirigia subiu na calçada da Rua General Carneiro, perto do cruzamento com a Rua Mário Mazine, na Estação, e atropelou Edinamar. O veículo e a vítima caíram de uma altura de cerca de três metros, em um corredor do prédio dos Bancários. Um Monza estacionado na rua foi danificado. Belchior Alves responderá por homicídio culposo, conforme inquérito instaurado em decorrência do acidente de trânsito. Ele disse que nunca havia se envolvido em uma ocorrência como essa.

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