Candidato viaja 13 horas em busca de vaga de professor


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Depois de nove horas de viagem, a advogada Roberta Maximiano Nóbrega, 27, chegou ontem a Franca. A moça veio de Brasília concorrer ao cargo de procuradora municipal. “Apesar de trabalhar em escritório, sonho com a carreira de procuradora, juíza ou defensora”, diz a moça, que há oito meses viaja pelo Brasil na esperança de um emprego no serviço público. “Nesse período, fiz provas em Tocantins, Ceará e na Bahia”. Como Roberta, outros 5.496 candidatos de diferentes cidades do País farão o exame entre hoje e amanhã. O número impressiona. Representa 20% do total de inscritos. Todos trazem na bagagem a expectativa de conquistar o primeiro emprego, a estabilidade profissional ou se recolocar no mercado de trabalho. Tamanho esforço, porém, acarreta custos. Marcelo Augusto Nicoleti, 31, enfrentou 13 horas de viagem de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, a Franca, onde está desde ontem à tarde. Ficará até as 13 horas de hoje, tempo suficiente para disputar uma vaga de professor de educação física. Só nesse período, gastará mais de R$ 500, entre passagens, estadia e alimentação. “Espero que, durante o teste, dê tudo certo”, torce.

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