Sapateiros e patrões: ainda nada de concreto


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Apesar de representantes das duas partes envolvidas, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados e Vestuário de Franca e Região e o Sindifran (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), afirmarem que tudo está correndo bem e que um acordo deverá sair em breve, nenhuma das duas entidades tem condições de afirmar o que existe de concreto. Assim como tem acontecido nos últimos dias, mais uma rodada de negociações entre ambas foi realizada na manhã de ontem, no Ministério do Trabalho. “Terminamos hoje de passar a pauta de reivindicação das cláusulas sociais e iniciamos a negociação dos números”, disse o diretor do Sindicato dos Sapateiros, Ignaldo Donizete Barbosa, referindo-se ao pedido de reajuste salarial de aproximadamente 15%. Atualmente, o salário-base da categoria é de R$ 420 (passaria a ser de R$ 570). De acordo com Jorge Félix Donadelli, presidente do Sindifran, “a proposta é um pouco exagerada. Os 15% de aumento de salário estão fora de cogitação, não tem como darmos”. Mas, ainda segundo ele, “a negociação vai bem, as duas partes estão bem maduras e, na próxima semana, deverá haver novidades mais positivas”, finalizou. Barbosa aguarda uma maior mobilização por parte dos sapateiros, que praticamente não compareceram à assembléia de ontem à tarde. “Cerca de 200 pessoas compareceram, um número baixo se considerarmos que as anteriores registraram 5 mil. Mas é apenas o começo; na próxima assembléia já deve haver um número bem mais significativo. Esperamos por isso”, afirmou.

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