Desde o início de janeiro, homens que chegam à Câmara de Ribeirão Preto vestindo bermudas, calções, camisetas cavadas e bonés na cabeça são barrados. A ordem foi do presidente da Casa, Sílvio Martins (PMDB), que ficou irritado ao ver, em 3 de janeiro, no jardim central do prédio, um homem sem compostura. “Ele estava com bermuda larga, encostado e com o pé levantado. Aparecia uma parte da genitália” contou Martins. O presidente da Câmara não prevê restrição ao uso de minissaia. “Nenhuma mulher criou situação embaraçosa aqui”, justifica Martins.
Até agora a determinação causou apenas um incidente. Um vereador autorizou a entrada de um homem de bermuda, que participaria de uma reunião, e o guarda de uma empresa terceirizada, a pedido de Martins, foi transferido da Câmara. “Esse foi o único incidente que tivemos até o momento”, afirma.
Desde então, só os integrantes da Mesa da Câmara podem autorizar a entrada de pessoas em certas situações. “O guarda sempre consultará a Mesa”, avisa Martins. “Aqui é a casa do povo e que as pessoas tragam suas críticas, reclamações, opiniões, mas usando no mínimo um traje adequado, não indecoroso”. A medida irritou alguns. O catador de papelão Edivar Ugatti, de 41 anos, que tentou entrar no prédio da Câmara, mas foi barrado pelo guarda na portaria, criticou a medida. “Essa lei vai servir só para os pobres”, reclamou o catador.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.