Imprudência mata operário soterrado


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Um trabalhador morreu e outros dois ficaram feridos após serem soterrados em uma obra da Prefeitura de Franca dentro do Colégio “Champagnat”. O acidente aconteceu ontem de manhã, por volta das 10 horas, durante os trabalhos para construção de uma galeria para águas pluviais. Aristeu Vicente Rocha, 60, que residia na Avenida Silva Mathes, no Jardim Tropical, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu na Santa Casa poucas horas depois. Osmar Rodrigues Pereira, 45, fraturou a clavícula e foi mantido em observação na Santa Casa. Seu genro, Robson Ferreira dos Santos, 20, sofreu ferimentos leves e foi liberado ontem à tarde. A obra estava irregular sob vários aspectos. Segundo o presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), Alexandre Godoy, o órgão foi contratado pela administração para recuperar o complexo do Colégio “Champagnat”, onde parte do prédio ameaça desabar, como já noticiou o Comércio da Franca. Diante da urgência em se construir uma nova galeria de águas pluviais, a Emdef teria enviado cartas-convite a diversas empresas, entre elas a FFC Engenharia e Construções, que venceu a disputa para realizar parte da obra, correspondente a R$ 20 mil, de um total de R$ 70 mil. A FFC, situada no centro de Franca, terceirizou a mão-de-obra, o que é proibido por lei. O Comércio apurou que sete trabalhadores cuidavam de abrir a galeria na manhã de ontem, que terá mais de 100 metros de comprimento. Todos trabalhavam sem registro profissional e sem equipamentos de proteção individual. Foram contratados pelo pedreiro morto no deslizamento, Aristeu Vicente Rocha. O engenheiro responsável pela obra não estava no local e não foi encontrado durante toda a tarde de ontem. A obra teria começado na terça-feira. Uma pequena retroescavadeira da Prefeitura retirava a terra, abrindo caminho para que os trabalhadores colocassem manilhas, formando a galeria. A terra, acumulada ao lado do buraco, quebrou parte do piso de asfalto e desceu para o buraco de três metros de altura e seis de comprimento, onde estavam Rocha, Pereira e Santos. O prefeito Sidnei Rocha não foi ao local do acidente. Apenas a secretária Leila Haddad, cujo gabinete situa-se a poucos metros de distância do local onde o trabalhador morreu esteve presente.

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