O clima na porta da Santa Casa de Franca ontem de manhã era de choque com a notícia da morte do pedreiro Aristeu Vicente da Rocha. Há mais de 20 anos ele exercia a mesma profissão e havia trabalhado para diferentes construtoras.
Seu sobrinho, Adenilton Quaresma dos Santos, 23, trabalhava há cerca de três anos e meio com Aristeu Rocha e foi uma das pessoas que tentou salvar o pedreiro, ainda quando estava soterrado. “Ele parecia inconsciente, só o Osmar e o outro rapaz gritaram por socorro. Vi um sangue saindo da boca dele. Eu tentava tirar para não acabar com a respiração dele”, lembrou.
Grande parte da família se reuniu na frente do hospital para ter informações dos três feridos. Dos sete trabalhadores dois eram parentes de Aristeu, mas todos conhecidos de longa data.
O pedreiro e a mulher vieram de São Paulo para Franca em 1992. O casal tem sete filhos e moram no Jardim Tropical II. “A gente nem sabe o que faz. É uma fatalidade que a gente não espera”, lamentou o filho, Israel de Sousa Rocha, 28. A viúva soube da notícia do acidente e da morte do marido pelo rádio. “Ela não sabia direito o que tinha acontecido”, disse Israel.
O sepultamento de Aristeu Rocha será hoje, às 16h, no cemitério Santo Agostinho, com serviços da funerária Francana.
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