Mecânico diz ter atropelado mulher ainda na calçada


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Sete horas após do acidente que matou a doméstica Edinamar da Silva, o mecânico Belchior Hermenegildo Alves ainda tremia devido ao susto. “Deus me livre. Nunca aconteceu isso comigo”, relatou em entrevista concedida ontem à tarde ao jornal Comércio da Franca. Ele lamentou o fato, mencionando que nunca quis se envolver em um caso como esse. Sua mulher estava na sede do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e ele iria buscá-la. Desde cedo, a mulher enfrentava fila para conseguir senha para uma perícia médica que o mecânico fará hoje. O resultado do laudo pode decidir se ele voltará e quando ao trabalho. Belchior está afastado de uma empresa que fabrica concreto desde maio de 2005 por causa de um problema de coração. Enquanto ela o esperava no posto, o mecânico perdeu o controle da sua D-20, placas BKR 3217, transitou sobre a calçada e atropelou a doméstica. Ao contrário de boatos, que mencionavam que a vítima estaria atravessando a rua, o próprio motorista assumiu ao Comércio que atropelou a doméstica na calçada. “A caminhonete pegou na guia e saiu dando pirueta lá para baixo”, lembrou o homem. O carro caiu de uma altura de cerca de três metros. Segundo Belchior, ele perdeu o controle sobre o automóvel após se assustar com outro veículo que passou à sua esquerda. Esse seria um caminhão ou um ônibus. Ao jogar a caminhonete para sua direita tinha o intuito de evitar uma colisão. Ao invés disso, perdeu o controle e subiu sobre a calçada. Testemunhas que chegaram a ver parte do acidente comentaram que o mecânico parecia correr. Ele não mencionou se estava em alta velocidade. Alves ficou todo o tempo dentro da caminhonete e sofreu fraturas leves no braço e na perna.

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