Edna era muito querida por amigos, patrões e familiares


| Tempo de leitura: 2 min
Há oito anos, Edinamar da Silva, a “Edna”, como era mais conhecida, repetia quase todos os dias o mesmo trajeto em que foi morta de maneira tão trágica. Durante suas caminhadas para o trabalho, presenciou muitos acidentes. Cuidadosa, andava sempre pela calçada e pensava estar segura das armadilhas do trânsito francano. A doméstica era a tradução fiel de pessoa simpática: vivia sempre sorrindo, era vaidosa e muito querida pelos patrões e amigos. “Ela trabalhava com minha família há 15 anos. Uma pessoa muito boa, de dentro de nossa casa. Era como se fosse a mãe de meus netos. Estamos muito chocados com sua morte”, disse o aposentado Nelson Bueno de Oliveira, 75. Edna era casada e mãe de dois filhos, um de 20 e outra de 18 anos. Também possuía a guarda de um sobrinho de dois anos. O filho mais velho, Rodrigo Henrique da Silva, conversou com a reportagem ontem à tarde e falou sobre o drama vivido pela família. “Estamos arrasados. Minha mãe saiu logo cedo de casa, animada para mais um dia de trabalho. Foi um susto enorme quando recebemos a notícia do acidente. É mais triste ainda ouvirmos de várias testemunhas que ela foi atropelada na calçada”. Ao serem informados de que a doméstica havia morrido, alguns parentes que estavam no hospital em busca de informações entraram em estado de choque e precisaram de atendimento médico. Edinamar da Silva era uma pessoa simples e morou vários anos na região da Vila Nova. Boa parte das economias obtidas com o trabalho de doméstica era destinada ao pagamento do aluguel do imóvel. Seu sonho era pisar no próprio chão e poder dizer que era dona de sua casa. Depois de tanto esperar, foi contemplada com uma moradia nos predinhos construídos pelo governo do Estado no Parque Dom Pedro, antigo pátio de veículos do Dinfra, ao lado da Apae. Ela se mudou com a família para o local há apenas três meses. “Minha mãe sonhou com a casa própria por quase vinte anos. Infelizmente agora que conseguiu não poderá desfrutar do lar que tanto esperou”, disse Rodrigo. O corpo de Edinamar da Silva está na Igreja São Judas. O sepultamento será realizado às 13 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco. As causas do acidente serão investigadas pelo 2º DP. O motorista da caminhonete deverá responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários