Marco Felippe
da Redação
Um dia após a chuva que inundou residências no Jardim Paulistano e ampliou uma voçoroca no Jardim Palestina, em Franca, o sol forte de quinta-feira foi determinante para o início imediato das obras emergenciais na região. Logo pela manhã, equipes da Secretaria Municipal de Planejamento foram remanejadas para o local a fim de avaliar os estragos e conter o avanço da cratera. Somente após oito horas de trabalho e uso de dez homens, seis caminhões, duas máquinas e mais de 200 metros cúbicos de pedras jogadas sobre o buraco, os moradores puderam se sentir mais seguros.
A autônoma Magali Ferreira, 40, era uma delas. Na quarta-feira, ela e os filhos de 15 e 12 anos precisaram ser removidos de casa. “Fiquei desesperada, ainda nem terminei o acabamento e quase vi a casa ir embora”, disse. A chuva que atingiu a cidade durou uma hora e deixou a voçoroca a menos de cinco metros do imóvel. A região também sofreu com a forte pancada de chuva. Em Bebedouro, a 140 quilômetros de Franca, o temporal matou um homem e deixou outro desaparecido (veja matéria ao lado). “Ainda não tenho coragem de voltar. Vou esperar mais um dia de obras”, afirmou Magali.
Na tarde de ontem, o secretário de Planejamento, Wilson Teixeira, e o diretor de Divisão de Serviços Municipais, Ismar Rodrigues Tavares, vistoriaram as obras. “Por determinação do prefeito, fizemos uma obra para conter o avanço do buraco e limpamos a boca-de-lobo próxima”, explicou Teixeira. Segundo ele, até a próxima semana, a prefeitura melhorará a captação das galerias e construirá um dissipador (barreira) para conter a força das águas. Wilson Teixeira não soube avaliar quanto será gasto nas obras.
INUNDAÇÕES
A sujeira pelas ruas João Pimenta de Oliveira e Gilberto Aguilar, no Jardim Paulistano, é uma prova do pânico vivido no início da noite de quarta-feira. Durante a chuva, pelo menos seis casas ficaram alagadas com a enxurrada. Ontem, enquanto os moradores ainda contabilizavam os prejuízos, funcionários da prefeitura percorreram o local e mais uma vez explicaram que o lixo é que impede o escoamento da água das chuvas pelas galerias. “Criaremos quatro novas bocas-de-lobo, limparemos as existentes e ampliaremos a capacidade de recebimento das que julgamos necessárias”, antecipou Franco Rodrigues Pereira, arquiteto da Secretaria de Planejamento. As obras começam hoje e, conforme disse o arquiteto, são emergenciais para resolver o problema em vista das próximas chuvas.
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