Bebedouro decreta estado de calamidade


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As chuvas de quarta-feira que provocaram pavor em Franca também assustaram a região. Na cidade de Bebedouro, distante cerca de 140 quilômetros, o temporal durou quase três horas e causou a morte de Waldomiro Ramos, 58, dono de uma imobiliária, e o desaparecimento de outro, o comerciante Claudino Pedroso Filho, 59, ambos arrastados pelas águas. Em razão dos estragos causados, o prefeito Hélio Bastos (PMDB) decretou ontem estado de calamidade pública no município. Pelo menos 120 pessoas ficaram desabrigadas (40 casas invadidas pelas águas), e quatro pontes, muros, árvores e até postes de energia caíram. Vários carros foram arrastados pelas águas. No principal ponto turístico da cidade, o Museu “Eduardo André Matarazzo” de Armas, Veículos e Máquinas, uma parede caiu e os 92 carros antigos do acervo ficaram submersos. Segundo o vice-prefeito e presidente da Comissão de Defesa Civil do município, Ângelo Campanelli (PFL), o decreto de estado de calamidade pública possibilitará à prefeitura refazer emergencialmente as quatro pontes que caíram e reformar as casas invadidas pelas águas. “A cidade está um caos”, afirmou ele. A limpeza só terminará hoje. Em Batatais, a chuva não causou mortes ou destruição, mas prejudicou os carnavalescos envolvidos com uma das maiores atrações turísticas do município. “Se chove, não aparece ninguém para os ensaios. Ficamos aguardando, mas com chuva é difícil o pessoal da bateria aparecer”, disse o presidente da escola de samba Castelo, Hamsés Boragina Silva. A cidade tem o melhor Carnaval de rua da região e se prepara para mais um desfile. Em Ituverava, apesar do calor insuportável, ocorreram apenas chuviscos. A preocupação é com a pequena quantidade de chuva. Os menos otimistas já falam em perdas de 60% da produção de soja, milho, feijão e tomate.

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