Estudantes de Franca têm desempenho acima da média nacional

Os estudantes de Franca acertaram, em média, 47,9% das questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), resultado ligeiramente melhor que os índices nacional (45,3%) e es

09/02/2006 | Tempo de leitura: 3 min

Wildnei Teodoro e Patrícia Paim da Redação Os estudantes de Franca acertaram, em média, 47,9% das questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), resultado ligeiramente melhor que os índices nacional (45,3%) e estadual (46,9%). Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Educação. Embora seja um pouco melhor que os desempenhos nacionais, Franca não tem motivos para comemorar. Os alunos das 38 escolas da cidade, em média, não acertaram nem metade da prova. O município ainda fica atrás de seis cidades da região, algumas do sul de Minas Gerais. No ranking dos vinte principais municípios da região, Orlândia, oito vezes menor que Franca, é a primeira colocada, com média de acerto de 56% da prova. Cidades ainda menores, como Cássia (MG) e Igarapava, também estão à frente na lista. A situação de Franca só não é pior por conta do desempenho das escolas particulares. Todas obtiveram aproveitamentos superiores a 59% e puxaram para cima a média da cidade. O Colégio Fernando Pessoa está disparado na frente. Os alunos da escola fundada há apenas quatro anos obtiveram 69,3% de acerto no exame. Clóvis Afonso Verbatto, diretor do colégio, disse que a notícia não poderia ser melhor. “Nos dá uma sensação de euforia e dever cumprido”. Entre as escolas públicas (excluindo as de ensino técnico), o cenário é outro. A centenária Escola Estadual Torquato Caleiro foi a melhor, com seus 47,9%. Ainda assim, está dez pontos percentuais abaixo da escola particular que obteve o pior desempenho, o Pestalozzi. Os números comprovam o enorme abismo que separa as redes pública e particular (leia mais no texto ao lado). A exceção à regra fica por conta da Escola Técnica Estadual Dr. Júlio Cardoso. O colégio, apesar de público, atingiu a marca de 62,8%, número que o coloca acima do resultado de muitas instituições particulares. Alguns fatores podem explicar a diferença. Processo de seleção (vestibulinho) para ingresso na escola e maiores recursos provenientes do Centro Paula Souza, órgão mantenedor do ensino técnico no Estado, também ajudam na sustentação das boas condições de ensino da instituição, com investimentos em equipamentos e laboratórios. NO FIM DA TABELA Os números do Enem apontam a Escola Estadual Professor Israel Niceus Moreira como a que registra o pior desempenho na cidade. A escola, situada no Jardim Santa Efigênia, teve 12 alunos concluintes do ensino médio prestando a prova em 2005. Eles obtiveram média de 37% de acerto no exame, o que significa que, a cada dez questões da prova, os alunos acertaram menos de quatro. O número aproxima a escola do desempenho registrado nas piores cidades da região, como São José da Bela Vista e Rifaina, que tiveram 35% e 38% de acertos, respectivamente. A reportagem do Comércio da Franca fez inúmeras ligações na tentativa de ouvir membros da direção da escola ontem, mas não obteve êxito. Ninguém atendeu a reportagem do jornal. Colaborou Marco Felippe e Arnon Gomes

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