Não há colégio particular de Franca que tenha apresentado aproveitamento inferior a 59% da prova no Enem de 2005. Em compensação, apenas a melhor escola pública da cidade ultrapassou os mesmos 59%: a Escola Técnica Estadual Júlio Cardoso, a Industrial, com seus 62,8% de acertos. Essa é apenas uma das comparações possíveis para demonstrar a distância entre particulares e públicas no tocante à qualidade de ensino.
Catorze escolas públicas de Franca ficaram abaixo da média nacional de aproveitamento no exame. A pior delas, a Escola Estadual Professor Israel Niceus Moreira, obteve ínfimos 37%. As diferenças entre estrutura do ensino privado e público, sabidamente acentuadas nos últimos anos, ganham, com os números do Enem, ar de incontestabilidade.
Fábio Willyan Grillo, coordenador do Novo Colégio, instituição particular de ensino de Franca, acredita que o ensino público está ultrapassado. “A rede estadual não possui condições e nem capacidade de se atualizar. Reciclagem de professores e renovação do material didático não são possíveis na rede pública”, disse.
Opinião semelhante tem uma aluna da instituição que Fábio coordena. Eleonora de Oliveira Ferraro, de 19 anos, obteve aproveitamento de 75,5% na prova do Enem de 2005. A caloura do curso de Engenharia de Produção da USP (Universidade de São Paulo), campus de São Carlos, também vê o ensino privado como mais “completo”. “ A escola particular oferece atividades complementares que incentivam o estudo e acrescentam na aprendizagem”, disse. Eleonora disse que os colégios particulares oferecem ao aluno mais do que o básico. “Há suporte em todos os sentidos. Desde uma biblioteca mais completa até jornais, revistas e internet à disposição do aluno”.
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