Os autores dessas extorsões normalmente abrem contas e compram telefones para aplicar os golpes com documentos e nomes falsos. O artifício dificulta a localização e identificação dos criminosos. Apesar das adversidades, o investigador Wellington Amato, da DIG de Franca, rastreou alguns números de celulares e descobriu que a maior parte das ligações partiu de presídios do Rio de Janeiro. Também há casos oriundos da Bahia. Como o golpe começou a dar lucro, o crime se popularizou e passou a ser aplicado a partir de várias penitenciárias de São Paulo, até mesmo a cadeia do Jardim Guanabara.
Além dos depósitos em dinheiro, os golpistas também exigem que as vítimas comprem cartões de telefone e repassem os números. A tática é usada para obter os créditos e usar os celulares dentro das cadeias para comandar ações criminosas. “Hoje, qualquer bandidinho está se passando por seqüestrador para extorquir vítimas. Acreditamos que marginais de Franca estejam envolvidos no esquema. O caso é de difícil apuração, mas já levantamos algumas pistas e poderemos ter novidades em breve”, disse Amato.
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