Na Matonense, organização só existe mesmo fora do gramado


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Estádio limpo, reformado com recursos próprios, assessoria de comunicação e os visitantes - imprensa e dirigentes - muito bem tratados. A imagem que a Matonense passa dentro de campo, com suas atuações pífias, é exatamente o inverso quanto à organização, nos bastidores do Estádio “Hudson Buck Ferreira”, em Matão. O estádio, de propriedade da prefeitura local, foi reformado pela Futura Esportes, parceira do time, com o sugestivo lema: “Pedala, Matão”. Se o técnico (e presidente do time) Israel de Jesus passa uma imagem de excêntrico, com o esquema tático “Roleta Russa”, a assessoria de comunicação não dorme no ponto. Às 15 horas, os jornalistas e radialistas de Franca já sabiam a escalação do time da casa, com direito a numeração e a foto de cada jogador. MORDOMIA No estádio, os visitantes foram recebidos com sucos, bolos e tortas. Ao contrário, na estréia no Campeonato Paulista da Série A-3, no Lanchão, a Francana nem sequer serviu água para representantes das emissoras de rádio de Jaú nem aos profissionais da emissora de televisão que transmitiu a partida. Para a Matonense evoluir - e voltar à Primeira Divisão, onde jogou entre 1997 e 2002 - basta que Israel de Jesus se convença de que de bola ele não entende absolutamente nada. Se o presidente da Matonense abrir espaço para um profissional e “aposentar” a “Roleta Russa”, a Futura Esportes pode justificar o próprio nome.

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