A falta de limites é uma triste realidade e sem dúvida está associada a esta geração de adolescentes tão problemáticos.
Muitas famílias se sentem incapazes de impor limites às crianças.
Alguns argumentam que as crianças são muito pequenas e assim permitem que elas façam tudo o que têm vontade. Outros depositam toda a responsabilidade na escola, que, por sua vez, tem de enfrentar crianças sem o mínimo de limites.
Temos plena convicção de que desde o nosso nascimento nos deparamos com uma série de circunstâncias e barreiras, que nos impedem de fazer tudo o que queremos.
Temos de enfrentar os limites do nosso corpo, os limites do tempo e espaço, da cultura e outros.
Os motivos são inúmeros e sustentam a necessidade de que a mesma tenha um ponto de referência e possa organizar-se.
Não deve haver apenas imposição, pois o diálogo é o ponto fundamental. Sem dúvida está em falta em muitos lares e deve ser adotado antes mesmo de nossas crianças se tornarem “rebeldes sem causa”.
Ana Célia de Freitas
é educadora e atua na área de Educação Infantil
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