Morte de universitária


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Rodolfo César da Redação O corpo encontrado no rio Sapucaizinho, em Patrocínio Paulista, anteontem, foi reconhecido como da universitária Jacileide da Silva, 24, moradora do Parque Progresso. Na noite de ontem, a mãe da estudante identificou um brinco preso na orelha do corpo. Os dentes também ajudaram. Um dos irmãos notou que um deles se assemelhava ao de Jacileide: um pouco entreaberto. A moça desapareceu no dia 24 de janeiro após uma discussão familiar. Ela cursava o último ano de matemática no Centro Universitário Claretiano, em Batatais, e, segundo familiares, ficou de recuperação em seis matérias. Ela era a única da família que ainda não trabalhava. O delegado Marcelo Rodrigues, titular do 4º DP, comentou que a jovem deixou um bilhete avisando que estava indo embora e seria difícil encontrá-la. Ela tem parentes em Patrocínio Paulista. Um inquérito vai apurar se a morte é resultado de suicídio. Antes de desaparecer, a universitária perguntou a amigos se o rio Sapucaí era fundo. “Às vezes tem algumas coisas que ajudam a identificar, mas é difícil para a gente acreditar na verdade”, disse um dos tios, Antônio Abel, 50, antes de obter a confirmação no IML local de que a sobrinha estava morta. Ainda pela manhã, ele e outros familiares chegaram no Serviço de Verificação de Óbito, localizado no Cemitério Santo Agostinho. “Cheguei cedo, fiquei sem almoço. Todo tempo nessa apreensão”. O médico legista Luís Fernando Pesce, responsável pela autópsia, orientou que um dentista que já havia feito tratamento na universitária tentasse comparar a arcada dentária da jovem com o do corpo. “A conclusão da causa da morte ficou prejudicada devido ao elevado estado de putrefação. Ele estava morta ao menos há oito dias”, explicou o legista. A roupa encontrada pelo médico foi outro detalhe que ajudou no reconhecimento. Eram uma calça preta, roupas íntimas da mesma cor e uma camiseta regata. “Ela gostava muito de preto mesmo”, lembrou o tio. Segundo o especialista, não havia sinais de traumas, perfurações ou outro tipo de violência. A causa da morte, oficialmente, ainda é uma incógnita. “Não havendo traumas já é uma informação importante para a polícia”, disse o médico. A maior probabilidade é que seja decorrência de afogamento. O sepultamento da jovem acontecerá no Cemitério Santo Agostinho, hoje, e está previsto para as 8h30.

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