Água pra que te quero


| Tempo de leitura: 3 min
Nelise Luques da Redação A onda de calor retornou e Franca voltou a se transformar em um verdadeiro forno a céu aberto, com temperaturas acima dos 30 graus. Se você é um dos que vêm sofrendo com o calorão, não consegue dormir direito, transpira o dia todo, sente os pés fervendo dentro do calçado, deve sonhar com uma piscina, mesmo que seja para um rápido mergulho, certo? É a água, preciosa e desejada, que domina os pensamentos dos “calorentos”. Num tour pela cidade, é fácil flagrar moradores, crianças e trabalhadores ao lado dela para aliviar as altas temperaturas. Ontem, sob um sol escaldante, cortadores de grama aparavam o mato alto às margens da Rodovia Ronan Rocha. Eles vestem blusas de manga longa e boné com proteção para o pescoço. Proteção é prioridade, mas o calor incomoda. Carlos Osmar Zuin, 54, assume a função de abastecer as máquinas que cortam a grama e distribuir água aos funcionários, vinte deles vindos de Restinga. Das 7h30 às 17 horas, Carlos transita de ponta a ponta do local de trabalho com os galões de combustível e água. “Nem sei quantas viagens preciso fazer. Tem dias que a água que a gente traz do poço artesiano acaba e é preciso buscar reforço”. Água também garante diversão no Jardim Santa Bárbara. A filha caçula da dona de casa Raquel Oliveira tem 4 anos, mas a mãe ainda não se desfez de sua banheira. O objeto serve de piscina para os três filhos e também à vizinhança. “Quem não tem piscina se vira como pode. Enchemos a banheira, bacias e baldes e deixamos a criançada fazer a festa, praticamente todos os dias”. No Jardim Dermínio, Caíque Souza, 1, aproveita os mil litros de água da piscina de plástico do vizinho para não sofrer com o calor. No verão, a doméstica Maria Helena da Silva, 35, muda a rotina de cuidados com as plantas. Normalmente, ela rega o gramado, árvores e flores duas vezes por semana, mas agora passou a fazê-lo dia sim, dia não. CONSUMO Em dias de temperaturas altas, soa como um abuso o pedido para não tomar banhos demorados. A Sabesp, é lógico, pede economia, mas não quer vetar os aguardados banhos. O único pedido do gerente do departamento distrital da unidade, Rui Engracia Caluz, é para as pessoas não se “esquecerem da vida enquanto estão no chuveiro”. “Tomar banho é molhar o corpo, fechar a torneira, se ensaboar e abrir o chuveiro para enxaguar a espuma. A diferença no calor é o prazer da pessoa em ficar debaixo da água. Mas a satisfação não pode consumir muito tempo e nem gerar desperdícios”, disse ele. Desde janeiro de 2006, o consumo médio de água na cidade está 7,5% superior aos dos dias (menos quentes) de novembro de 2005. O aumento é considerado razoável, mas, pelo menos por enquanto, não há risco de faltar água. Em Franca, cada pessoa gasta em média 150 litros por dia ou 75 garrafas pet (2 litros). Com o aumento de 7,5%, a quantidade passa dos 160 litros ou cinco garrafas pet a mais por dia. Como as pessoas transpiram mais no calor, a orientação é consumir 3 litros de água por dia. Sucos de frutas e água de coco também devem estar na lista. Outro alerta é não exagerar nos refrigerantes e na cervejinha, pois além de calóricos, possuem baixa capacidade de hidratação.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários