Promotor terá audiência pública no próximo dia 15


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Após voltar das férias, o promotor de Justiça Paulo César Borges retomará o caso envolvendo a prefeitura de São José da Bela Vista, cujos servidores são suspeitos de várias irregularidades. A denúncia envolve ainda três empresas, duas de São José - na área de construção civil - e uma de Pedregulho, que presta serviço terceirizado ao setor de segurança. No começo de janeiro, o promotor ouviu o proprietário da empresa de Pedregulho, Cláudio César do Nascimento, que negou qualquer irregularidade. O próximo a ser ouvido será o prefeito, Wilson Teixeira Ferracioli (PTB), e outros quatro funcionários da prefeitura. Nova audiência está agendada para o dia 15 de fevereiro às 14 horas. Após receber a denúncia, em dezembro, o promotor esteve na prefeitura de São José da Bela Vista, na primeira quinzena de janeiro, quando determinou que fossem feitas cópias de diversos documentos, tais como: notas fiscais, cheques, carteira de trabalho de funcionários, entre outros. De acordo com Borges, há indícios de que as empresas estariam fornecendo notas fiscais frias e ainda a formação de um “caixa 2”. O prefeito negou as acusações e demonstrou tranqüilidade ao falar sobre o assunto. Segundo ele, não há nenhuma irregularidade na prefeitura. A afirmação não foi suficiente para evitar a decisão tomada pelo proprietário da empresa de segurança de Pedregulho que operava na cidade. No começo de janeiro, a firma demitiu 32 funcionários que trabalhavam em segurança e limpeza. Os servidores se revoltaram com o afastamento e ameaçaram o presidente da Câmara de Vereadores, Gaspar Ferreira da Costa (PPS), acusado de ser o autor da denúncia, durante uma sessão extraordinária da casa. O vereador, para se defender, saiu da Câmara do município escoltado por homens da Polícia Militar.

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