Sem desníveis no asfalto, solavancos ou arapucas. As ruas permitem tráfego mais do que confortável. Dentro do carro, o único barulho é o ronco do motor. Sonho? Não. É o prefeito Sidnei saindo de sua casa, no Jardim Veneza, a bordo do Honda Civic (carro oficial) rumo à prefeitura. Quem escuta o prefeito reclamar da buraqueira na cidade e depois faz o caminho que ele utiliza para chegar até a prefeitura todos os dias chega à conclusão de que ele reclama de barriga cheia. Pelo menos para ir traba-lhar e voltar para casa, os buracos não o incomodam. O asfalto está ótimo.
A reportagem do Comércio percorreu os trajetos mais prováveis feitos diariamente por Sidnei Rocha. Nos caminhos mais óbvios, uma constatação: nenhum buraco. Não é força de expressão. Não há uma única cratera no caminho.
No trajeto principal, o motorista sai da Rua Lázaro Araújo, no sentido do posto Galo Branco, vira à esquerda e entra na Rua Joaquim A. de Oliveira. Em seguida, o carro pega as avenidas Doutor Ismael Alonso y Alonso, Major Nicácio e Presidente Vargas. Todas essa vias estão com menos de três anos de recapeamento. O total do percurso e o tempo gasto? Quase quatro quilômetros em apenas sete minutos. Baques dentro do carro? Zero. Danos ao veículo? Nenhum.
Coincidência ou não, na terça-feira, 31 de janeiro, quando a reportagem do Comércio esteve na porta da casa do prefeito, ela havia acabado de receber um remendo. Os ‘brilhantes’ que todos sonham ver nos buracos da cidade inteira ainda estavam frescos e saltavam em buraco a poucos metros de sua garagem.
A reportagem arriscou um segundo percurso, dessa vez pela Avenida Sete de Setembro. Mais uma vez constatou que, parafraseando o poeta Carlos Drummond de Andrade, se no meio do caminho havia uma pedra ou buraco, não há mais.
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