O soldado Alexsander Charles Maldonado, 24, foi preso em flagrante, na madrugada de ontem, acusado de roubar uma fazenda na zona rural de Cajuru, cidade localizada na região de Ribeirão Preto, a 100 quilômetros de Franca. O policial militar trabalha em Franca e é homem de confiança do tenente-coronel Emerson Luiz Justus, comandante do 15º Batalhão sediado na cidade.
Maldonado e outros três indivíduos foram detidos por policiais militares na área central de Cajuru com um trator que havia sido roubado na noite de domingo. O assalto se deu por volta das 22h30, quando quatro bandidos armados invadiram a propriedade, trancaram as vítimas em um cômodo e fugiram levando a máquina avaliada em R$ 170 mil.
Por volta das 5 horas, populares avistaram o trator passando pelo centro da cidade e acionaram a PM. Os policiais seguiram para o local e detiveram quatro pessoas, entre elas o soldado Maldonado. Também foram presos Jean Barreto Nobre, 23, o seu irmão Célio Barreto Nobre (ex-policial militar), 32, e Sidnei Eurico Glória, 41. Todos foram levados para a delegacia de Cajuru e autuados em flagrante pelo delegado Paulo José Pissarro. Indiciado por roubo, cárcere privado e exercício arbitrário das próprias razões, o soldado foi encaminhado, no início da tarde, para o presídio Romão Gomes, em São Paulo. Porta-voz do CPI-3 (Comando de Policiamento do Interior), sediado em Ribeirão Preto, o tenente Griti foi procurado pela reportagem, às 17 horas de ontem, mas disse não saber se o policial confessou ou negou participação no crime.
O soldado Maldonado estava de férias e retornaria ao trabalho nesta terça-feira. Era o motorista do tenente-coronel Emerson Justus, responsável pelo Batalhão em Franca. Eles viajam juntos quase todas as tardes para Sertãozinho, onde moram. Procurado para falar sobre o assunto, o comandante do 15º Batalhão não foi encontrado. A exemplo de seu motorista, também está de férias e reassume hoje suas funções na cidade.
O comandante interino do Batalhão, major João Paulo Macedo Brandão Júnior, disse que a PM abrirá um procedimento administrativo disciplinar para avaliar a conduta transgressora do soldado Maldonado. Em caso de condenação, o acusado poderá ser expulso da corporação.
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