Edson Arantes
da Redação
O juiz corregedor de presídios, José Rodrigues Arimatéa, determinou a imediata remoção dos cerca de 65 detentos oriundos de Batatais e recolhidos na cadeia do Jardim Guanabara, em Franca. Ofícios neste sentido foram enviados ao Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), sediado em Ribeirão Preto, à Delegacia Seccional de Franca e à SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). Arimatéa, no entanto, indeferiu pedido de interdição da unidade, feito semana passada pelo promotor Joaquim Rodrigues de Rezende Neto.
Desde janeiro do ano passado, Franca está recebendo os detentos de Batatais, pois o presídio daquela cidade foi interditado por causa da superlotação e más condições do prédio. Apesar de as obras de reforma já estarem prontas, o imóvel não foi liberado em razão de pressão da sociedade batataense.
Como o impasse vem prejudicando Franca e refletindo diretamente na segurança da cidade, Arimatéa determinou a remoção dos hóspedes. “Fui comunicado da decisão e já estou tomando as providências. Preciso de um tempo, pois temos que encontrar vagas. A questão da transferência é perigosa e precisa ser tratada com cuidado”, disse o delegado seccional, Mauri de Camargo sem dizer que dia cumprirá a determinação.
O policial disse que ainda não sabe para onde os presos serão remanejados. Na área da Seccional de Franca, apenas as cidades de Ituverava, Igarapava, Miguelópolis, Pedregulho e Itirapuã têm cadeias.
Além de determinar a imediata remoção dos presos oriundos de Batatais, o juiz corregedor de presídios também requisitou à Secretaria de Administração Penitenciária outras 150 vagas em presídios do interior para remover os detentos de Franca já condenados. A SAP havia disponibilizado 50 lugares e tenta encontrar o restante. O Comércio da Franca apurou que 25 presos da cadeia do Guanabara devem ser transferidos a qualquer momento.
Autor do pedido de interdição parcial do presídio, o promotor Joaquim Rodrigues Neto ficou satisfeito com as medidas determinadas pelo juiz. “Embora a interdição não tenha sido deferida, esforços estão sendo feitos para aliviar a superlotação. Isso é muito importante, pois a situação estava se tornando insustentável na cadeia”. Procurado para falar sobre as medidas adotadas, Arimatéa não foi encontrado.
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