POLÍTICOS OU RATOS


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Se quisermos um dia ser um País tão charmoso como a Inglaterra, devemos imitar alguns traços dos ingleses. Começaríamos com um golpe de marketing contra a corrupção. Precisamos urgentemente desmascarar (e punir) de uma vez por todas a roubalheira. Entre os integrantes do governo, do Congresso, dos tribunais, das delegacias e das concorrências públicas, há um número muito grande de ratos infiltrados. Deveriam existir instrumentos mais eficientes à disposição do poder público para coibir os ladrões. Mas o x da questão é que por falta de conscientização da sociedade e dos próprios criminosos, a roubalheira continua ativa. Em um levantamento do Banco Mundial, o Brasil aparece em 70º lugar na lista de países classificados por ordem de honestidade. No índice de desenvolvimento humano da ONU, o Brasil ocupa o 72º lugar. Como se vê, a corrupção e o atraso andam lado a lado. Como a metade da economia brasileira vive na informalidade, isto é, não paga impostos, falta dinheiro público para investir em educação, saúde, polícia, habitação etc. As empresas que cumprem suas obrigações com o fisco têm de arcar com impostos insuportáveis. Por isso, nem estrangeiros nem brasileiros se animam a investir num país onde é preciso pagar propina para instalar um negócio e depois fazer desembolsos ilegais periódicos para mantê-lo funcionando. A corrupção, porém, é apenas um traço cultural. É possível mudar essa herança. Como? Ir à caça aos ratos (políticos) e mexer no que eles consideram mais precioso: seus bolsos. Ana Célia de Freitas é educadora e atua na área de Educação Infantil

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