O pedido de instalação de uma Comissão Processante na Câmara de Vereadores de Orlândia com a finalidade de cassação de quatro vereadores acabou em tumulto na reunião realizada quinta-feira à noite. O assunto serviu apenas para acirrar os ânimos entre a maioria dos vereadores, os quais resolveram arquivar o pedido. Foram mais de 60 minutos de muita troca de ofensas e bate-boca.
Dos nove vereadores da Câmara, dois votaram em branco, um se absteve e outro faltou. Mais um, o denunciante, ficou impedido de votar por ser parte interessada. Os quatro votos restantes eram dos envolvidos no caso e que votaram contra a instalação da Comissão. A denúncia contra eles partiu do vereador Eduardo Elias que se baseou em uma decisão da Justiça local que considerou ilegal um contrato de publicidade realizado no ano passado entre a Câmara e uma agência de publicidade.
Na época, o contrato rezava que a agência receberia cerca de R$ 4 mil mensais, e destes, repassaria R$ 600 a cada um dos quatro jornais da cidade. Pela decisão judicial, foi firmado um acordo onde os quatro vereadores acusados, a atual presidente, Graça Abraão, e seus colegas Marcelo Bordin, João Malveste e Rodolfo Meireles teriam retirada de seus salários na Câmara a quantia mensal de R$ 170 cada, até que o montante de R$ 26 mil pagos à agência sejam ressarcidos ao município.
O julgamento, que agora deveria ter início na esfera política, acabou não acontecendo, com a Câmara arquivando o pedido. Segundo Eduardo Elias, “aconteceram muitos erros. Todos os envolvidos deveriam estar impedidos de votar e os suplentes teriam que ser convocados. E isso não aconteceu”. Graça Abraão comentou que Eduardo baseou-se no princípio do processo e não apenas no ato de recebimento. O vereador promete recorrer.
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