Subsídio com recursos do FGTS é herói do aumento


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A maior parcela dos financiamentos concretizados pela Caixa neste ano foi por meio da modalidade Carta de Crédito FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Esse modelo de crédito facilita a vida do mutuário por utilizar, para quem ganha até R$ 1.500, recursos do fundo como subsídio para aliviar o valor total do financiamento. A Carta de Crédito FGTS é voltada para as faixas de menor renda da população. O valor financiado pela caixa por essa modalidade de crédito em janeiro de 2006 triplicou em relação ao mesmo período de 2005. O comprador do imóvel que ganha até cinco salários mínimos tem a sua disposição um abatimento no valor da compra, que é o subsídio. Esse abatimento é arcado com recursos do montante geral do Fundo de Garantia, recolhidos dos vencimentos de todos os trabalhadores com registro em carteira do País. Dessa forma, o interessado no crédito não tem descontado da sua conta de FGTS nenhum valor. Mas obtém um desconto no preço do imóvel comprado. Dependendo da faixa de renda do comprador e do valor do imóvel, o mutuário não precisa desembolsar de imediato nem um centavo para concretizar o negócio. Como a Carta de Crédito FGTS possibilita financiamento de até 90% do valor de imóveis usados, muitas vezes o subsídio dado pela Caixa arca com os 10% restantes, cabendo ao comprador do imóvel apenas o pagamento das parcelas do financiamento. O subsídio aumenta o poder de compra das camadas mais baixas da população. Aquinelo Cruz, supervisor de Habitação da agência central da Caixa em Franca, diz que isso condiz exatamente com a missão que o banco assume. “A Caixa, aumentando o atendimento à população de menor renda, cumpre seu papel social e atinge a sua meta, que é o atendimento universal aos brasileiros”.

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