OS EFICIENTES


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A lei que obriga as empresas com mais de cem funcionários a ter entre 2% e 5% do quadro composto por deficientes, criada há 14 anos, mas respeitada de fato a partir de 1999, foi inicialmente recebida como uma iniciativa filantrópica. De uns tempos para cá, tornou-se um desafio a mais e positivo na reestruturação de companhias que querem crescer com o máximo de aproveitamento de cada funcionário contratado. Muitas companhias perceberam que podem tirar bom proveito: descobriram que cegos, mudos, surdos ou ocupantes de cadeira de rodas são capazes de render tanto quanto outros profissionais, às vezes até mais, desde que colocados em funções certas, as que eliminam as desvantagens provocadas pela deficiência. A fase de tratá-los como coitadinhos é coisa do passado, pois eles são pessoas eficientes e com grande potencial. Em função dos gastos em adequar os prédios, os usuários de cadeira de rodas são os que enfrentam maiores dificuldades em conseguir emprego. Para adequá-las ao planejar uma estrutura, deve-se prever a inclusão deles. Se comparado a outros países, o Brasil ainda é leigo na aceitação desses seres humanos tão eficientes. Ana Célia de Freitas é educadora e atua na área de Educação Infantil

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